02
abr

A felicidade 2.0 que se encontra no trabalho 2.0

 

Anteriormente o trabalho era medido por tempo e pela capacidade de produção. Hoje temos a valorização do trabalho intelectual e a passagem da produção para os serviços – uma vez que os robôs já passaram a fazer parte do trabalho de anteriormente. Essa mudança nos leva ao início de outro tipo de relação com as organizações, pois a diferença está na criatividade e na motivação. É necessária uma outra velocidade, que exige mudanças contínuas, na qual a criatividade é muito mais relevante. O mundo exigia um trabalhador que repetia; quer agora um que muda (ou inova)!

Portanto, muda-se a forma de medição. Perde-se também o sentido de espaço físico, horas trabalhadas. Cada um de nós passa a valer pelo que cria, independente as horas que está no escritório. Não é possível ter certeza de que as pessoas estão levando suas melhores ideias, criatividade ou relacionamento para o escritório. Hoje os valores mais admirados são respeito, confiança, acreditar no propósito da organização e, principalmente, princípios.

O home office por exemplo, ganha cada vez mais espaço. Estava conversando com a liderança da área de atendimento de duas grandes seguradoras. Em dias chuvosos, onde a dificuldade para se chegar no escritório é cada vez maior nas grandes cidades, e consequentemente o nível de serviço despenca nas centrais de atendimento, a produtividade para quem investiu em atendimento “sem muros” aumenta em até 15%.

Estamos caminhando para o mundo em que os negócios estarão inseridos nas plataformas digitais onde o cliente interfere diretamente nas empresas. As empresas mais imersas nesta realidade já incorporaram a avalição dos clientes através dos likes, cliques e estrelas. É necessário rever o papel da liderança (chefe) – afinal de contas, se não houver performance satisfatória, o colaborador nem vai receber serviço. Aliás, esta já é a realidade dos quase 4,5 milhões de brasileiros que trabalham com aplicativos de entregas como Rappi, Ifood e Uber .

A liderança, por sua vez, precisa se preocupar com a manutenção do ecossistema de negócios propício para a inovação competitiva. O foco estará em tirar entraves ajudando o squad nos ambientes culturais, financeiros, tecnológicos, legais e articular para que o ambiente se torne favorável. Entra em decadência então essa história de achar que o poder está em demitir ou em contratar, e depois o orientar e controlar os colaboradores – Isto não faz mais sentido.

No ambiente digital cada colaborador poderá mergulhar mais fundo no seu potencial e identificar aquilo que o diferencia, e que lhe permite dar uma entrega diferenciada para encontrar a sua felicidade. Enfim, buscar o seu projeto de vida com mais autonomia.