26
set

CRISE NO FILTRO DO CONSUMIDOR

Antigamente, na época pré-Netflix, quando aos domingos só passava Programa Silvio Santos, não era necessário gastar energia para analisar a realidade. A verdade já estava estampada na televisão. As empresas eram “autoridades” da TV que anunciavam os produtos com poucas opções, e restava para o consumidor menor poder ainda de exigência pela qualidade de produtos e serviços – era o prato do dia – o que tinha para servir!

Na era pós-Netflix, a qualidade já vem avaliada através de estrelas, likes, comentários por uma série de consumidores que tiveram inúmeras experiências com o produto ou serviço – a autoridade aqui é a reputação do vendedor que vai garantir maior segurança ao consumidor que vai comprar algo de um “desconhecido” no Mercado Livre.

Para os consumidores o digital trouxe mais poder e, ao mesmo tempo, mais responsabilidade aos clientes. E por este motivo, a vida do consumidor não ficou mais fácil em termos de qualidade. O aumento da abundância de informação exige que se chequem mais as fontes de comunicação e que se façam mais pesquisa antes de comprar. Isto definitivamente aumentou a responsabilidade do consumidor sobre acabar caindo ou não em fake news…ou, por exemplo, assistir algo interessante ou não no YouTube.